Cinema Expresso

Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica (Bill & Ted’s Excellent Adventure, EUA, 1989)
Tolo, óbvio e sem graça, é um filme que tenta sobreviver a partir da estupidez de seus personagens, mas que não consegue sequer criar uma única gag interessante com sua galeria de personagens históricos, o que é um feito. Além disso, é machista a ponto de presentear os heróis com duas garotas como recompensa por seus feitos. Não consigo compreender como esta “comédia” pode ter se tornado tão querida por tantos. 1/5
Bill e Ted – Dois Loucos no Tempo (Bill & Ted’s Bogus Journey, EUA, 1991)
Tão inacreditável quanto o sucesso do filme original é acreditar que pode ter gerado esta continuação tão divertida e inventiva. Com um design de produção que nada repete da preguiça visual do anterior, desta vez a história compreende que não adianta criar situações fantásticas e recheá-las de diálogos imbecis. 3/5
Boa Sorte, Charlie!: É Natal! (Good Luck Charlie, It’s Christmas!, EUA, 2011)
A série até tem seus momentos, mas este longa é apenas uma cópia tola de Antes Só do que Mal Acompanhado que traz todo o sentimentalismo artificial típico de produções Disney para a tevê. 2/5
Bob Esponja: Um Heroi For a d’Água (The SpongeBob Movie: Sponge Out of Water, EUA, 2015)
O design tridimensional dos personagens no terceiro ato, bem como a animação que os insere em cenários reais, é notável. Além disso, o filme (bem como o original) traz algumas brincadeiras metalinguísticas divertidas e um tom irreverente que contagia, embora este seja menos consistente do que no anterior. Além disso, o roteiro é bem mais frágil desta vez, frequentemente apelando para piadas óbvias que confundem nonsense e pura bobagem. Mas há o terceiro ato pra salvar. 3/5
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Cecil Bem Demente (Cecil B. DeMentend, EUA, 2000)
O clima de amadorismo da produção, que reflete de maneira curiosa o trabalho da equipe dentro do próprio filme, oferece uma camada adicional de ironia e metalinguagem – mas também compromete a eficácia do longa. John Waters tem uma energia própria e seus atores parecem estar se divertindo a valer, o que é ótimo, mas há vários momentos em que a impressão é a de que teria sido mais bacana participar do projeto do que assistir ao seu resultado. 3/5
Charlie Victor Romeo (Idem, EUA, 2013)
Uma adaptação teatral que parece não ter feito qualquer esforço para soar mais cinematográfica, parecendo até mesmo utilizar os cenários minimalistas dos palcos, este atípico docudrama, que recria os momentos finais de vôos vitimados por desastres, consegue gerar tensão simplesmente a partir de sua premissa básica, já que, por mais artificial que seja a mise-en-scène, jamais deixamos de reconhecer que aquelas falas e situações são recriações de tragédias colossais. 2/5
Chumbo Grosso (Hot Fuzz, Inglaterra, 2007)
Edgar Wright é um dos poucos cineastas da atualidade que compreendem o poder da câmera, da montagem e do som para criar comédia. Com isso, não só ele consegue fazer uma sátira excelente do gênero policial, mas também homenageá-lo e – o mais incrível – convencer o espectador da seriedade de seu protagonista mesmo diante de uma trama absolutamente insana e tola. 5/5
Cova Rasa (Shallow Grave, Inglaterra, 1994)
Em seu longa de estreia, Danny Boyle exibe uma segurança surpreendente ao construir um clima de paranoia e tensão crescente a partir de uma trama simples e até mesmo formulaica. Enriquecem o filme também as performances do trio principal, que concebe seus personagens de maneira clara, mas com espaço importante para manter o espectador sempre incerto acerca das intenções daqueles indivíduos. 4/5