Episódio #56: O Predestinado (2014)

Pablo Villaça
Crítico e colunista

(Ei, uma perguntinha: quanto tempo você costuma gastar buscando alguma coisa para ver online? Pois é, não acha que esta coluna é uma grande ajuda neste sentido? Se você der uma olhada no fim desta página, encontrará outras dezenas de sugestões - todas com links que levam diretamente aos filmes. Assim, se você curte este espaço - e as críticas que lê aqui no Cinema em Cena -, saiba que ficamos bastante felizes, pois o site precisa de seu apoio para continuar a existir e a produzir conteúdo de forma independente. Para saber como ajudar, basta clicar aqui - só precisamos de alguns minutinhos para explicar. E obrigado desde já pelo clique!)
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Quando vi O Predestinado pela primeira vez, sem ter qualquer ideia do que se tratava, cheguei ao seu desfecho sem saber se havia gostado ou não do filme. Normalmente, quando isto ocorre, é porque gostei, mas ainda estou com dificuldades para compreender as razões. Sem revelar muito para não comprometer a experiência, digo apenas que as revelações feitas ao longo da trama são acumulativamente absurdas, mas, de um modo estranho, também lógicas. E no mínimo aplaudo o roteiro dos também diretores, os irmãos Spierig (Michael e Peter) pela audácia do conceito. Imagino que apresentar a premissa para investidores em potencial não deve ter sido nada fácil, embora a presença de um ator como Ethan Hawke no elenco certamente tenha ajudado um pouco.
Em sua superfície, O Predestinado (na realidade, o título original é "Predestinação", o que é um pouco diferente do ponto de vista temático) é um thriller envolvendo viagens no tempo e que gira em torno de um agente que tenta capturar um terrorista que vem escapando há anos (em vários sentidos) de sua perseguição.
Mas falar mais sobre a trama, como expliquei, seria tirar boa parte do prazer do longa. Ou da frustração. Depende de como você enxergar o desfecho, que não tem nada de ambíguo, mas provoca sentimentos que certamente o são. (E fique à vontade para contar sua reação nos comentários abaixo; confesso que estou curioso quanto a como receberão esta indicação.)
Clique na imagem abaixo para assistir.
Um grande abraço e bons filmes!
Outras edições da coluna:
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Episódio #22: ARQ
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Episódio #19: Stranger Things
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Episódio #17: The Invitation
Episódio #16: A Mulher Faz o Homem
Episódio #15: Branco Sai Preto Fica
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Episódio #13: Jesus Camp
Episódio #12: O Barco: Inferno no Mar
Episódio #11: A Fortuna de Ned
Episódio #10: Amy
Episódio #09: In the Loop
Episódio #08: Life Itself
Episódio #07: À Procura de Elly
Episódio #06: O Guarda
Episódio #05: Triângulo do Medo
Episódio #04: Tempo de Despertar
Episódio #03: A Trapaça
Episódio #02: Tyke: Elephant Outlaw
Episódio Piloto: 21 longas para começar.
Comentários (14)
Pois é, acabei gostando bastante do filme. Gostei da construção dos personagens e da estranha trama, Amei o final!! Quando se pensa em viagens no tempo parece um tema tão bobinho e repetitivo e esse foi além de qualquer previsibilidade.
Esse filme é um daqueles que você termina de assistir e a primeira coisa que faz é sair correndo atrás de alguém que já tenha visto também, para poder discuti-lo e compartilhar opiniões. É pirante e, para mim, maravilhoso. Não só por conseguir manter uma lógica coesa, mas por ser realmente bem feito. Bons diálogos e um figurino, temperatura de cor e fotografia que te ajudam a se situar no tempo, diminuindo a confusão mental que é praticamente inerente ao filme. Pablo, li a dica a primeira vez e me deu vontade de assistir, quando terminei o filme fui ler de novo e fiquei desesperada por mais! Rs Seria ótimo ter uma crítica completa sua sobre essa obra. Abraços e obrigada por proporcionar experiências tão singulares.
Teste
Olá! Estou comentando aqui por que minha namorada enviou o artigo, e ela gosta e acompanha teu trabalho. Esse filme é muito bom. Ao mesmo ele me causou muitas coisas, estranheza, revolta, aceitação, desconfiança, etc. Acho que o termo que mais gosto pra isso é "mindblowing". Sim, ele pode ter algumas coisas que a princípio realmente pareçam exageradas, como você falou, mas que parando pra pensar você até concorda com a lógica. Enfim, já faz um tempo que assisti, não consigo nem lembrar da trama exata agora de tão confusa que ela me foi, mas certamente é um filme muito "afudê" pra quem aprecia e gosta de pensar. Gostei da indicação, parabéns! Abraços.
Vi esse filme na semana passada, não assimilei muito bem, fiquei intrigada pensando sobre o filme...fiquei muito a fim de ver de novo e pretendo ver nos próximos dias. Adorei ler a tua crítica sobre esse filme e fiquei com mais vontade de rever. Grata!!!
Esse filme vale a pena ver mesmo! Aqui no Brasil nem chegou no cinema pelo que me lembro...
Grande Pablo. Assisti este filme ontem!!! Indicado por um site, achei espetacular!!! Depois faça um texto explicando o que só vc viu, igual fez com Matrix reload.
Eu achei o filme legal porque ele leva ao limite os paradoxos sobre viagens no tempo, o que propicia acontecimentos inesperados. Acho que essa é a grande virtude temática do filme, mostrar o quanto o conceito de viagem no tempo pode ser absurdo.
O roteiro é perspicaz ao trazer uma trama complexa (já que envolve viagem no tempo) muito bem costurada, conseguindo fazer o implausível parecer extremamente plausível e lógico. Só não me agradam os minutos finais, pois fazem questão de explicitar algo que já estava bastante claro para o espectador atento.
Assisti o filme há uns dois anos, na época me surpreendi com as reviravoltas e o desfecho, porém achei boa parte dos diálogos no bar rasos e sem função narrativa, o que me incomodou um pouco. Revi recentemente com minha noiva e gostei mais do filme, e considero uma qualidade quando um filme com um plot twist tão significante ficar melhor quando revisitado.

