SP - Dia 16

by Pablo 31. outubro 2008 03:57

61)     Aquele Querido Mês de Agosto (Idem, Portugal, 2008). Dirigido por Miguel Gomes. Com: Sónia Bandeira, Fábio Oliveira, Manuel Soares, Joaquim Carvalho. 

Aquele Querido Mês de Agosto, inteligentíssima produção portuguesa dirigida por Miguel Gomes, conseguiu uma proeza que eu julgava ser impossível: ultrapassar o belíssimo Tulpan como o melhor filme que vi nesta 32ª. edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Contando com um roteiro complexo e ambicioso que exibe uma carpintaria simplesmente impecável, o longa não apenas é divertidíssimo como ainda se revela um exercício narrativo intrincando que, brincando continuamente com a metalinguagem, funciona como uma homenagem ao próprio Cinema ao ilustrar o cansativo processo de pesquisa envolvido na realização de um filme. 

Quando a projeção tem início, Aquele Querido Mês de Agosto surge como um documentário rodado em uma pequena cidade portuguesa que parece colher depoimentos aparentemente aleatórios de seus habitantes: há as histórias envolvendo Paulo “Moleiro”, um maluco local cujo trabalho consiste em saltar da principal ponte da cidade durante o Carnaval; explicações sobre a tradicional “Noite dos Colhões”, que envolve uma disputa improvisada através de canções, num estilo similar aos repentes nordestinos; e, claro, as apresentações de vários grupos musicais regionais. Da mesma forma, o diretor Miguel Gomes demonstra grande interesse no comportamento daquelas pessoas, como, por exemplo, ao focar um sujeito que, ao cantar (muito bem) em um karaokê, se diverte com os comentários jocosos dos amigos ou ao ouvir atentamente ao depoimento de um senhor que, ao lado da esposa, basicamente explica que tem dois filhos – e, neste caso, o importante não é o que ele diz, mas sim a forma com que esta informação simples é fornecida, revelando, em poucos minutos, toda a dinâmica do casal. 

No entanto, por mais divertido e interessante que Aquele Querido Mês de Agosto seja nesta sua primeira hora de projeção, o roteiro se torna realmente fascinante quando percebemos que, na realidade, o cineasta – que surge em cena - está na cidade para rodar uma ficção: a história da vocalista de uma pequena banda que se apaixona pelo primo músico e cujo amor é impedido por um segredo de seu passado. O segredo? Sua mãe foi abduzida por alienígenas (ora, se Indiana Jones pode encontrar extraterrestres, por que a mãe de uma cantora portuguesa não poderia?). Assim, gradualmente passamos a assistir ao filme-dentro-do-filme, ou seja: ao projeto que originalmente teria levado Gomes àquela cidade – e o interessante é que, ao não fazer qualquer distinção no tratamento visual adotado pelas duas linhas narrativas, o diretor confia no discernimento do espectador para diferenciar o que é ficção daquilo que é real (ou eu deveria dizer “real”?). 

Há algumas indicações, claro: para início de conversa, os “atores” (habitantes locais) contratados por Miguel Gomes para os papéis da cantora, sua melhor amiga e o primo músico surgem extremamente naturais quando estão conversando sobre suas vidas nas seqüências documentais, mas duros e artificiais quando encarnam seus personagens, já que não são profissionais. Curioso, também, é notar o plano em que a vocalista “Tânia” (Sónia Bandeira), começa a rir envergonhada alguns segundos depois de soltar lágrimas de sofrimento pela partida de seu amado – e talvez os espectadores menos atentos (ou que não tenham compreendido completamente a proposta do filme) não percebam que, a partir do momento em que a moça ri, já não estamos mais vendo a ficção interna da narrativa, mas sim voltando ao documentário que abre o longa. E o interessante é que, como não há cortes neste plano, o salto da ficção para a realidade ocorre de maneira fluida, invisível. 

Mas os jogos narrativos desenvolvidos pelo roteiro kaufmaneano (refiro-me a Charlie Kaufman, obviamente) vão além: em certo instante, durante o primeiro ato documental, o filme discute a existência de um jornal local que leva as notícias da cidadezinha aos seus ex-habitantes que hoje se encontram em vários lugares do mundo – e, assim, quando um desdobramento da ficção interna é publicado naquele mesmo jornal, no terceiro ato, imediatamente compreendemos a implicação do incidente. Em outras palavras: o velho recurso narrativo da pista e recompensa é apresentado de maneira inovadora, trazendo a pista na seqüência de documentário e a recompensa no trecho ficcional. Da mesma maneira, os motoqueiros vistos no início da projeção em um longo plano ressurgem, posteriormente, passando rapidamente pelo casal “Tânia” e “Hélder” – e percebemos que, naquele primeiro momento, Miguel Gomes provavelmente estava selecionando a figuração e testando o movimento de câmera que empregaria durante o passeio dos jovens amantes (e o mesmo se aplica à fusão da conversa entre os não-atores Sónia Bandeira e Fábio Oliveira com um plano que traz uma floresta e que mais tarde será usada como o efeito que buscará retratar “Hélder” salvando o sogro de um incêndio). E não podemos nos esquecer, claro, à maneira como a “Noite dos Colhões” é empregada na narrativa ficcional para criar um momento dramático da história. 

Escolhido para representar Portugal na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009, Aquele Querido Mês de Agosto mantém-se surpreendente (e engraçado) até mesmo durante seus divertidos créditos finais – e confesso que torço, desde já, para que ele consiga ao menos se estabelecer entre os finalistas da premiação. (5 estrelas em 5)

 

62)      A Festa da Menina Morta (Idem, Brasil, 2008). Dirigido por Matheus Nachtergaele. Com: Daniel de Oliveira, Jackson Antunes, Juliano Cazarré, Cássia Kiss, Paulo José, Dira Paes, Conceição Camarotti, Ednelsa Sahdo, Laureane Gomes, Bitta Catão, Papaguara. 

A Festa da Menina Morta, estréia do excelente ator Matheus Nachtergaele na direção, é um filme exaustivo – exatamente como deveria ser. Acompanhando vários personagens miseráveis numa pequena cidade do Amazonas, o longa gira em torno da celebração/ato religioso do título, cuja natureza apreendemos gradualmente (mas nunca completamente) durante a projeção. 

Focada na figura do Santinho (Daniel de Oliveira), a tal Festa envolve oferendas ao espírito de uma garotinha cuja morte, há 20 anos, de alguma forma estabeleceu o rapaz como um milagreiro capaz de curar e fazer previsões. Afeminado e temperamental, Santinho vive com o pai, que explora diligentemente a fama do filho ao mesmo tempo em que alimenta o misticismo em torno do rapaz através de histórias sobre seus feitos sobrenaturais – e logo percebemos, também, a natureza incestuosa da relação que mantêm. Com a aproximação da vigésima edição da Festa, porém, as coisas se tornam tensas quando o irmão da menina morta passa a questionar o caráter comercial assumido pelo evento ao mesmo tempo em que o Santinho exibe uma instabilidade maior do que a habitual em seu comportamento, o que pode ser atribuído a tensão pré-Festa, à insegurança com relação às próprias habilidades ou à curiosidade que manifesta sobre a mãe, que o abandonou há muitos anos. 

Claramente influenciado pelo cinema de Cláudio Assis, com quem trabalhou em Amarelo Manga e Baixio das Bestas, Nachtergaele cria um filme que conta com uma narrativa crua e personagens fascinantemente repulsivos (ou seria “repulsivamente fascinantes”?), investindo também numa decupagem que praticamente limita cada cena a um plano único e longo. Além disso, assim como em Feliz Natal, o ator-cineasta emprega sua compreensão sobre o ofício da interpretação ao arrancar atuações soberbas de seu fabuloso elenco – e se Daniel de Oliveira cria um Santinho que, instável e incômodo, oscila belissimamente entre o sagrado e o profano, os desconhecidos Juliano Cazarré (Tadeu), Conceição Camarotti (Das Graças) e Ednelsa Sahdo (a Tia) se estabelecem como as revelações incontestáveis do projeto. 

Prejudicado apenas pelo aparente apego do diretor estreante a vários planos que, a rigor, seriam totalmente dispensáveis e que servem apenas para prejudicar o ritmo do filme (como o instante em que um rapaz caminha pelo local da festa e começa a dançar, sendo acompanhado por três outros jovens), A Festa da Menina Morta representa uma estréia promissora e merecerá uma análise mais aprofundada quando estiver prestes a estrear comercialmente no Brasil. (4 estrelas em 5)

 

63)      Um Conto de Natal (Un Conte de Noël, França, 2008). Dirigido por Arnaud Desplechin. Com: Catherine Deneuve, Mathieu Amalric, Jean-Paul Roussillon, Anne Consigny, Hippolyte Girardot, Laurent Capelluto, Emmanuelle Devos, Chiara Mastroianni, Emile Berling, Françoise Bertin, Melvil Poupaud, Clément Obled, Thomas Obled. 

Um Conto de Natal é um filme curioso: embora gire em torno de uma família que traz o mesmo sobrenome dos personagens vistos no excelente Reis e Rainha (e, no caso do tintureiro vivido por Jean-Paul Roussillon, também o mesmo primeiro nome), que o diretor Arnaud Desplechin comandou em 2004, o longa traz vários atores daquela produção interpretando figuras diferentes neste projeto, além de exibir várias experimentações formais em sua linguagem que indicam claramente o interesse do cineasta em estabelecer o caráter particular de sua obra. 

Escrito por Desplechin e Emmanuel Bourdieu, o roteiro acompanha os conflitos da família Vuillard, que se intensificam quando todos se reúnem para a festa de Natal: diagnosticada com uma doença grave, a matriarca vivida por Deneuve precisa de um transplante de medula para ter alguma chance de sobreviver e, assim, seus filhos e netos se submetem a testes de compatibilidade que acabam se tornando catalisadores de mais confrontos – especialmente quando a ovelha negra da família, Henri (Amalric), retorna ao lar depois de um banimento de cinco anos exigido por sua bem-sucedida irmã Elizabeth (Consigny). 

Empregando teatro de sombras, rompimentos da quarta parede, narrações em off feitas por vários personagens e até mesmo íris que se fecham sobre certos objetos e pessoas como comentários da narrativa, Um Conto de Natal parece funcionar como uma grande sessão de terapia para a família Vuillard, que aparentemente se reconhece como parte de um filme, empregando-o para explicitar seus pontos de vista e discutir seus dilemas. Aliás, a franqueza com que os membros da família expõem seus sentimentos e pensamentos uns para os outros beira a fantasia: Deneuve, por exemplo, assume que não ama o filho vivido por Amalric, que, em contrapartida, não esconde o desprezo que tem pela mãe – e tudo isto é dito sem grande rancor, mas com uma objetividade que assume a inutilidade de se brigar em função destes sentimentos, já que é muito mais prático reconhecê-los, aceitá-los e seguir adiante. 

Henri, diga-se de passagem, é um personagem particularmente rico graças à sina que o acompanha desde o nascimento: gerado com o propósito de doar a medula para o irmão doente, ele já se estabeleceu como “inútil” ao se revelar incompatível com o outro – e o fato de, anos depois, descobrir a compatibilidade com a mãe não é algo que o redime, já que, desta vez, é o próprio transplante de medula que pode provocar a morte da personagem de Deneuve (e ela escolhe Henri como seu doador não por amá-lo, mas sim por saber que o procedimento é arriscado também o filho). 

Numa família dominada pelas mulheres (não é à toa que, em certo momento, os homens surgem conversando na cozinha), os constantes confrontos acabam estabelecendo, paradoxalmente, uma anômala harmonia – o que, neste sentido, diferencia o filme de Desplechin de outras obras exibidas na Mostra que, coincidência ou não, também abordam crises familiares: Horas de Verão, Feliz Natal e Um Natal Bagunçado (e reparem que, assim como estes dois últimos, Um Conto de Natal se passa durante as festas de fim de ano, que, não por acaso, parecem propícias para explosões de parentes que se reencontram depois de muito tempo). Ainda assim, esta produção acaba se prejudicando em função de sua longa duração, perdendo o foco em diversos momentos e enfraquecendo, com isto, sua interessante narrativa. 

De todo modo, é significativo que, em sua introdução, o filme diga que a memória de Joseph (o irmão morto na infância) se apagou ao longo do tempo, já que os Vuillart parecem realmente não perceber que, afinal de contas, seus problemas se originaram do fato de viverem à sombra de uma criança de seis anos que morreu há quatro décadas. (3 estrelas em 5)

 

64)      Vicky Cristina Barcelona (Idem, Espanha/EUA, 2008). Dirigido por Woody Allen. Com: Javier Bardem, Scarlett Johansson, Rebecca Hal, Penélope Cruz, Patricia Clarkson, Kevin Dunn, Chris Messina e a voz de Christopher Evan Welch. 

Não é a toa que o novo filme de Woody Allen tenha este título: afinal, assim como Vicky (Hal) e Cristina (Johannson), Barcelona é uma personagem fundamental na narrativa. Aliás, a cidade também deve ter sido uma ótima inspiração para o veterano diretor, que, depois do desastroso Scoop e do fraco O Sonho de Cassandra, retorna à boa forma com esta produção. 

Protagonizado por um Javier Bardem que aqui encarna um suposto ideal romântico feminino do artista talentoso e sofrido que tem olhos tristes, a barba por fazer e uma intensidade constante no que diz respeito aos desejos sexuais, o filme tem, como tema, a busca por uma definição do que seria o amor “perfeito”: seria aquele que traz consigo uma calma proporcionada pela razão ou o que provoca sofrimento, mas também o calor inigualável da paixão bruta? 

Cineasta culto e extremamente inteligente, Allen não se limita a explorar os pontos turísticos de Barcelona por suas belezas (embora também o faça); mais do que isso, ele emprega a cidade como símbolo das forças e fraquezas de seus personagens: o imenso farol localizado próximo ao local em que nasceu o pintor vivido por Bardem, por exemplo, assume um caráter apropriadamente fálico por estar associado às origens de um homem que não hesita em se entregar às paixões, ao passo que a onipresente arquitetura de Gaudí, com suas formas complexas, curvas surpreendentes e aparência instável refletem as personalidades das três mulheres que cercam o sujeito. 

Oferecendo uma performance sensual em sua volatilidade, Penélope Cruz mais uma vez comprova que é infinitamente melhor quando interpreta em sua língua natal, ao passo que Bardem, sempre competente, cria um homem que mal consegue conter a admiração pela instável ex-esposa (reparem como ele sorri carinhosamente ao relatar como esta o esfaqueou). Enquanto isso, Rebecca Hal assume o papel de Woody Allen de saias, exibindo os maneirismos do diretor, ao passo que Johannson encarna Cristina como uma mulher que não sabe o que busca no amor, mas que diz reconhecer o que “não quer” (sem perceber que o que ela não quer é justamente aquilo que tem – independentemente do que seja isto). 

Falho apenas em sua cronologia, que tenta nos convencer de que toda a sua narrativa poderia ser encaixada em apenas dois ou três meses, Vicky Cristina Barcelona demonstra, como também fez Match Point, que mudar de ares faz bem para a criatividade de Woody Allen - desde que, é claro, ele não realize outros dois fracos projetos no Espanha. Quem sabe não seria a hora de mudar para a França? (4 estrelas em 5)

 

65)      Max Payne (Idem, EUA, 2008). Dirigido por John Moore. Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Donal Logue, Chris “Ludacris” Bridges, Chris O’Donnell, Amaury Nolasco, Olga Kurylenko, Kate Burton. 

Inspirado em um jogo criado por Sam Lake, Max Payne tem exatamente uma qualidade irrefutável: sua fotografia, que, adotando uma paleta quase monocromática e empregando as onipresentes partículas de neve que flutuam pelo quadro, estabelece uma estética similar às dos quadrinhos (lembrei-me várias vezes de Sin City) ao compor planos ambientados em becos estreitos ou nos planos gerais que descortinam a cidade iluminada na noite sufocante e constante do filme. 

O restante do projeto, porém, é uma bagunça irritante: a história, repleta de buracos, reviravoltas previsíveis e personagens unidimensionais, se torna aborrecida em função de sua estupidez depois dos dez minutos iniciais, chegando ao ponto de empregar o velho clichê do “experimento militar que deu errado” e investindo em vilões fracos e desinteressantes. 

Prejudicado também pela pasteurização imposta pelo desejo de conseguir uma censura leve (o que aumentaria seu potencial comercial), Max Payne ainda peca pelo fraco elenco: Wahlberg, geralmente um ator interessante, aqui surge no piloto automático, ao passo que os personagens secundários são vividos por fracos atores saídos da televisão (Nolasco, Kunis) ou que simplesmente foram relegados ao esquecimento há anos (Bridges, O’Donnell). Já o competente Donal Logue é limado da trama depois de uma curta aparição, o que completa o desastre. 

Escreverei mais sobre esta bomba quando ela estiver prestes a ser detonada nos cinemas brasileiros, mas já adianto que há uma cena (dispensável e ridícula) após os créditos finais. (1 estrela em 5)

 

66)      Depois da Escola (Afterschool, EUA, 2008). Dirigido por Antonio Campos. Com: Ezra Miller, Addison Timlin, Jeremy Allen White, Lee Wilkof, Michael Stuhlbarg. 

Depois da Escola é um filme ambicioso: iniciando com trechos de alguns célebres vídeos retirados do YouTube, ele nos apresenta ao adolescente Robert (Miller), que, acostumado à posição de voyeur neste curioso mundo novo em que todos parecem dispostos a abrir as portas e janelas de seus quartos para estranhos em todo o planeta, eventualmente acaba gravando a morte por overdose das populares gêmeas que dominavam a vida social da escola. 

Infelizmente, o tema acaba se revelando ambicioso demais para o cineasta estreante, que, filho de brasileiros (seu pai é o jornalista Lucas Mendes, apresentador do “Manhattan Connection”), assume uma empreitada excessivamente complicada para seus 24 anos de idade. 

Claramente influenciado por Michael Haneke (Funny Games e Caché, em particular), Campos investe em suportes diferentes para contar sua história, variando entre o 35mm, o digital e a baixa resolução dos vídeos do YouTube para retratar o universo de seu protagonista ao mesmo tempo em que faz pequenos experimentos metalingüísticos (a gravação que é subitamente rebobinada, a câmera subjetiva representando o olhar de Robert e assim por diante). Ao mesmo tempo, o diretor também expõe sua admiração por Gus Van Sant em suas composições sem equilíbrio que freqüentemente cortam pedaços dos corpos e das cabeças dos atores numa tentativa de capturar a angústia, o sentimento de inadequação, de “não pertencer” e de incompletude do protagonista. 

Contudo, por mais admiráveis que sejam estes propósitos e a ambição corajosa do diretor, o fato é que o filme é simplesmente desinteressante, já que não oferece conflitos, desenvolvimento algum dos personagens, qualquer resquício de trama ou mesmo a exploração de algum tema social, moral ou psicológico reconhecível. 

Há, em Antonio Campos, um diretor promissor em formação. Falta, porém, a capacidade de reconhecer um material digno de seus esforços e óbvia inteligência.  (2 estrelas em 5)

2.5 ponto(s). Avaliado por 2 pessoas

  • Currently 2,5/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Tags: , ,

cinema | novos filmes

Comentários

31/10/2008 9:33:54

Leandro Moraes

Estava sentindo falta das críticas de filmes ruins. Max Payne veio dar um refresco. Porém, ainda espero para ler a crítica completa.

Leandro Moraes br

31/10/2008 9:43:14

Rafael

Hummmmmmmm...

Eu gostei mais de Cassandra do que Vicky Cristina. E a Rebecca Hall, hein? Que mané Scarlett Johansson!

Rafael br

31/10/2008 9:54:56

Achilles de Leo

uhm... eu tive uma vaga esperança de que Max Payne fosse legal... foi o primeiro game do gênero qye gostei...

e q pena Afterschool ser decepcionante... Gostei tanto da sinopse.

Achilles de Leo br

31/10/2008 12:29:08

Rony.

Estou em choque com a estrela única para Max Paine.
Tenho certeza de que ninguém aqui esperava isso...

Rony. br

31/10/2008 12:31:00

Rafael

Eu esperava. Quer dizer, só cogitava.

Max Payne me parece um novo Hitman. Até a Olga Kurylenko tá nos dois filmes! haha

Rafael br

31/10/2008 14:12:07

felipe queiroz

Acabo! Pelo que vi, parece que a mostra do ano passado foi bem mais interessante, não?

Agora Max Payne, depois dos 22% dados pelo Rotten Tomatoes, já esperava que Pablo daria 1 estrela. Mas a bomba maior estará por vir: Saw 3

felipe queiroz br

31/10/2008 14:13:22

felipe queiroz

Ops... Saw 5! Já tinha esquecido que ainda estão insistindo nisso

felipe queiroz br

31/10/2008 18:59:27

Nilson Jr.

Max Payne é tão ruim assim? Estava com esperanças.... Ótimo jogo

Nilson Jr. br

9/2/2009 11:40:18

Oliveira

Globo decide não transmitir Oscar, revela Daniel Castro - www1.folha.uol.com.br/.../ult90u500946.shtml

Oliveira br

Comentar


(Vai mostrar seu Gravatar)  

  Country flag

biuquote
  • Comentário
  • Pré-visualização
Loading



Powered by BlogEngine.NET 1.4.0.0
Theme by Mads Kristensen

Posts recentes

Comentários recentes

Comment RSS

Calendar

<<  março 2010  >>
seteququsedo
22232425262728
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930311234

View posts in large calendar