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Andy Warhol e o clipe de HELLO AGAIN Cineclipado

Andy Warhol (1928–1987), consagrado por suas reproduções artísticas de embalagens de produtos e imagens estilizadas de celebridades como Marilyn Monroe, tem também o seu lado diretor. Um dos últimos trabalhos realizados por ele foi o burlesco “Hello Again” (1984), do The Cars.

O clipe começa com uma jovem dizendo que todos os prédios de Nova York são um símbolo fálico, uma alusão a Empire, longa experimental em que Warhol filmou o Empire State Building durante oito horas ininterruptas. Após uma festa com a banda, Ric Ocasek se revela um profissional de telecomunicações cantando sob um exótico fundo em chroma key que exibe mais referências à obra do artista. A pop art é revisitada pelas cores saturadas e excessos tipicamente oitentistas. Aqui, Warhol é garçom de bar e em “I'm Not Perfect (But I'm Perfect For You)” (1986), vídeo de Grace Jones, faz uma breve aparição batendo claquete.


Há também uma versão para maiores com corpos nus e carrinhos de brinquedo que vale a pena ser conferida (clique aqui)

Warhol foi pioneiro na exibição pública de videoarte. Ao averiguar os 93 créditos de sua excêntrica filmografia, encontramos alguns curtas em contraposição a enormes longas-metragens, vários testes de atuação, além de pérolas como a interpretação do livro Laranja Mecânica em Vinyl (1965), uma reconstituição do assassinato do presidente Kennedy em Since (1966), e até Batman e Drácula em uma produção não autorizada pela DC Comics (Batman Dracula, de 1964)! Grande parte das filmagens estáticas flagram curiosas “performances” triviais de cortes de cabelo, beijos, refeições e horas de sono, em uma espécie de culto à passagem do tempo.


A trivialidade aparece também nesse curta de Jørgen Leth - "Meu nome é Andy Warhol e eu acabei de comer um hambúrguer"

Chelsea Girls (1966) é considerado o primeiro filme independente a ser mostrado em circuito comercial. Sem um roteiro determinado ou uma narrativa linear, trata-se de uma compilação de fragmentos de histórias paralelas apresentados em uma tela dividida ao meio. A duração original de seis horas permitiu projeções interativas, sendo possível selecionar diferentes cenas.

Outros exemplos interessantes da filmografia de Warhol incluem Blue Movie (1969), que se chamaria simplesmente “Fuck”, mas para escapar da censura foi renomeado conforme a coloração acidental do rolo; e L'Amour (1973), que foi dirigido por Warhol em parceria com Paul Morrissey, de quem produziu Trash (1970), Women in Revolt (1971), Heat (1972) e Sangue para Drácula (1974). Muitos dos experimentos cinematográficos de Warhol foram restaurados após sua morte em 1987, mas continuam raros, ocasionalmente projetados em museus e exposições.

Além de ter interpretado um lorde inglês em O Ocaso de uma Vida (1974), ao lado de Elizabeth Taylor, uma de suas musas, o artista criou várias capas de discos (quem não se lembra do “álbum da banana” do The Velvet Underground?), inclusive para John Lennon (Menlove Ave.), Rolling Stones (Sticky Fingers) e Aretha Franklin (Aretha).

Entre os filmes inspirados por sua figura emblemática está Um Tiro Para Andy Warhol (1996), escrito a partir da tentativa de assassinato sofrida pelo superstar em 1968. Jared Harris (Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras) e Lili Taylor (Alta Fidelidade) estão no elenco e Mary Harron, de Psicopata Americano, é a diretora. Além disso, o artista deixou a lendária e inseparável peruca para David Bowie, usada mais tarde quando o cantor o retratou em Basquiat - Traços de Uma Vida (1996 - veja um trecho aqui).

E já que estamos falando de Bowie e Warhol, é impossível não encerrar com essa fantástica música:


"Andy Warhol looks a scream // Hang him on my wa-ha-ha-hall! // Andy Warhol, silver screen // Can't tell them apart at all-ha-ha-ha-hall!"

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E você? Também é um admirador do artista? Deixe seu comentário abaixo!

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