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Cena Geek Review | Rise of the Tomb Raider Cena Geek

Rise of the Tomb Raider é o segundo jogo da nova trilogia da heroína que iniciou em 2013. A saga foi desenvolvida pela Crystal Dinamics e procura dar um foco maior na história de Lara Croft e um background maior para a heroína. O jogo é três vezes maior que seus antecessores em cenários e história, sem esquecer dos mais variados desafios.

Em Rise of the Tomb Raider é possível perceber a evolução em diversos aspectos, colocando a personagem como peça fundamental do início ao fim e todo seu processo de amadurecimento, mas que culminam com um roteiro mediano, com alguns momentos clichês. Lara ganha maior volume, contextualização, ambições e motivo em sua jornada. Mesmo assim, os acontecimentos não são surpreendentes quando falamos de sua trama.

É muito importante e necessário ressaltar a evolução da personagem como uma importante figura de representação feminina. Com esse amadurecimento de Lara nos últimos jogos, o roteiro consegue transmitir de forma adequada uma personagem de grande empatia. É possível perceber a mudança psicológica refletida em suas roupas, que ficaram bem mais adequadas para uma arqueóloga, exploradora e da sua aparência física, agora muito mais natural e menos sexualizada. Promove-se uma personagem que não desagrada nenhum dos gêneros de jogadores.

Como Lara é uma exploradora nata, ela mostra uma grande evolução nas suas habilidades que culminam em Rise of the Tomb Raider, trazendo como plot central a busca pela verdade.

Seu pai, Richard Croft investigava uma relíquia famosa por trazer a imortalidade, chamada de Fonte Divina e Lara ao chegar mais perto dela, precisa enfrentar uma organização chamada de Trindade. Para não revelar muito sobre a história, posso comentar que essa organização é composta por uma dupla de vilões que é capaz de qualquer coisa para obter o que quer, e esta parte está bem clichê.

A evolução do jogo no qual comentei acima, fica nítida no gameplay, com a movimentação flúida, GUI design e sobretudo na personagem. A identidade da saga criada pela Crystal Dinamics é mantida, as animações e design permanecem excelentes, principalmente nos detalhes.

O idle de Lara é incrivelmente crível e carismático. É interessante ficar parado com a personagem por alguns minutos e vê-la observar o ambiente ao redor curiosamente.

Os diálogos ou momentos em que a protagonista narra algum fato, acompanham o jogador durante a jornada, e não há interrupções para isso, potencializando uma imersão que não prejudica em nenhum momento o flow do gameplay.

É impossível não comentar sobre os gráficos. A desenvolvedora apostou em enorme detalhamento, onde a transição do cinematic para o gameplay é imperceptível em sua maioria, se não fosse pelo framerate que causa um leve estranhamento. Mas nada que desmereça o trabalho produzido durante as cutscenes. Com uma iluminação e texturas realistas, o jogo merece ser apreciado pelos jogadores.

Com um pouco mais de 30 horas de jogo, Lara claramente resgata a essência dos jogos de exploração. O jogador possui uma liberdade para checar cada canto do ambiente, missões interessantes e a personagem durante o gameplay não decepciona.

Primeiramente, o jogo possui uma curva de aprendizado e progressões orgânicas, cenário e level design bem elaborados, - já que são o coração do jogo - mas ainda assim não empolgam tanto quanto seus concorrentes.

Seus puzzles em sua maioria, são resolvidos rapidamente e itens são fáceis de se encontrar. A consequência disso é um gameplay não muito desafiador.

Porém, há uma compensação em relação ao jogo anterior: os cenários imensos, com uma quantidade de itens para se buscar muito maior, que aumentam as histórias de background e paralela sobre o item encontrado. Quem é bastante explorador irá gostar pois, para cada item examinado mais atentamente, premia o jogador com pontos de experiência.

Em segundo lugar, a sinalização criada para os objetivos a cumprir nas missões, está ainda melhor, sendo executada de forma inteligente, guiando o jogador para o que precisa ser feito. Com um cenário tão rico, é fácil se perder.

E em terceiro lugar, movimentar-se, utilizar o armamento e combater inimigos com Lara é extremamente natural.

A personagem possui novas ferramentas, mas suas armas principais continuam sendo sua picareta, arco e flecha. O upgrade e crafting continuam excelentes como vistos na saga Croft, onde é preciso ressaltar ainda a importância de parar sempre nos acampamentos para fazê-lo em trajes, armas e habilidades. Tudo isso exige um pouco de paciência do jogador, mas que ao final valerá a pena.

Com as flechas é possível criar variações que vão desde plataformas para escalar um obstáculo, até combinações com plantas venenosas para potencializar o efeito da arma durante o ataque. A adaptação ao melhor uso fica a critério de cada jogador, que vai conseguir perceber a melhor maneira de progredir.

O stealth de Lara é muito ágil e interessante, pois com poucos comandos é possível matar seus inimigos. No entanto, o combate é genérico e cansativo quando se explora inimigo a inimigo para coletar itens após derrubá-los.

O I.A é repetitivo - mecânica semelhante a jogos do gênero - mas que irão perseguir o jogador implacavelmente.

O jogo ainda traz um modo com cartas modificadoras que podem ser adquiridas com moedas do jogo principal, implicando em vantagens ou desvantagens na pontuação geral do jogador. Todas as modificações em sua maioria envolvem ações de Lara ou tarefas específicas e bem diferentes.

Para quem já terminou o jogo e ainda deseja mais horas de Croft, o DLC Baba Yaga: Temple of the Witch é um conteúdo extra que é inspirado em uma lenda do leste europeu, onde a personagem tem seus sentidos alterados ao entrar em contato com substâncias lisérgicas. É como entrar em um pesadelo repentinamente e com direito a sustos.

De uma forma geral Lara Croft nunca esteve em tão boa forma e com uma saga tão interessante. Roteiro, gráficos, jogabilidade culminam em um excelente jogo chamado Rise of the Tomb Raider.

Rise of the Tomb Raider e seu DLC Baba Yaga: Temple of the Witch estão disponíveis para PC e Xbox One/360 e até o final de 2016 haverá uma versão para PlayStation 4.

 

 

Sobre o autor:

Nascida no Rio de Janeiro, está em São Paulo há 5 anos e recentemente se formou em Game Design. Apaixonada pelo mundo dos games, desde pequena era considerada a nerd e geek.

Aqui no Cena Geek escreverá sempre sobre notícias desses universos, abordando também tecnologia, fatos interessantes sobre jogos e assim por diante.

Colabora em paralelo para os sites Meia Lua Para Frente Soco e FreakPop com a coluna "Pensando com Portais", focada em jogos.

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