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Semana em Streaming #8 Cinema em Streaming

Vamos a alguns dos destaques da semana nas plataformas de streamings:

 

  • O Sesc Digital voltou a acrescentar novos filmes ao seu catálogo, nas quintas-feiras, algo que não ocorria desde o fim do ano passado. São seis novos filmes, que ficarão disponíveis por um mês (até 03/04) e são gratuitos, sem necessidade de cadastro, é só dar play. São eles: o nacional Praça Paris (2017), de Lúcia Murat; Hotel Mekong (2012), do tailandês Apichatpong Weerasethakul, seu primeiro longa (nem tão longa, tem apenas 60min) após vencer a Palma de Ouro em Cannes com Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (disponível no Reserva Imovision, assim como o próprio Hotel Mekong, aliás); o divertido Vidas Duplas (2018), do francês Olivier Assayas, com Juliette Binoche; o policial argentino Do Outro Lado da Lei (2002), de Pablo Trapero; a cinebiografia de título auto-explicativo O Jovem Karl Marx (2016), de Raoul Peck; e o documentário O Samba (2014), de Georges Gachot, que mostra como o samba é mais que um estilo de música e dança, com Martinho da Vila de narrador e guia.

  • Ainda nas possibilidades de conhecer obras diversas gratuitamente, a FILMICCA retorna com um menu degustação para que não assinantes possam conhecer um pouco do serviço. São sete filmes de diversas regiões do mundo feitos na última década e, mais importante, todos dirigidos por mulheres: o britânico The Arbor (2010), de Clio Barnard; Noite #1 (2011), da canadense Anne Émond; 3000 Noites (2015), primeiro longa de ficção da documentarista palestina Mai Masri; o francês Solange e os Vivos (2016), de Ina Mihalache; o documentário Tempestade (2016), da mexicana Tatiana Huezo (cuja estréia na ficção, A Noite do Fogo, lhe rendeu uma indicação pelo DGA - Sindicato de Diretores de Hollywood); o sueco Além dos Sonhos (2017), de Rojda Sekersöz; e o misto de documentário e ficção O Retorno (2018), da coreana Malene Choi.

  • Quer mais filmes gratuitos? O Cinelimite, organização sem fins lucrativos que visa divulgar o cinema brasileiro em Nova York e através de seu site, prorrogou até o fim do mês de março a exibição de quatro obras que compõem a mostra “Carnaval in Rio: 4 Films”, filmes raros e hoje pouco vistos, então a oportunidade é realmente imperdível: os curtas O Que Foi o Carnaval de 1920! (1920), de Alberto Botelho e Nossa Escola de Samba (1965), de Manuel Horácio Gimenez; além dos longas Carnaval no Fogo (1949), de Watson Macedo e, o mais famoso deles, A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Jr.

  • Na Netflix, os maiores destaques da semana são a chegada de dois filmes nacionais importantes: o já amplamente conhecido e discutido Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert; e o muito bonito Madalena (2021), de Madiano Marcheti, em que três histórias distintas numa cidade do Mato Grosso do Sul são conectadas pelo desaparecimento de uma mulher trans, a Madalena do título, cuja invisibilidade e apagamento se faz sentida de várias formas no decorrer do filme.

  • Para quem se interessou pela história do casal Lucille Ball e Desi Arnaz, retratada no oscarizável Apresentando os Ricardos, a Amazon Prime trouxe o documentário Lucy e Desi (2022), dirigido pela Amy Poehler; o serviço também trouxe esta semana um belo filme mexicano pouco visto, o Sem Sinais Particulares (2020), de Fernanda Valadez; mas seus maiores destaques são mesmo a chegada no catálogo de duas obras de Roman Polanski bastante influentes no cinema americano, O Bebê de Rosemary (1968) e Chinatown (1974).

  • Comemorando os 100 anos de nascimento do italiano Pier Paolo Pasolini, a MUBI Brasil trouxe hoje Accattone - Desajuste Social (1961), o primeiro filme do cineasta. Para este mês ainda estão programados O Evangelho Segundo São Mateus (1964) para o dia 14, e Édipo Rei (1967) para o dia 29, além de Pocilga (1969) para 04 de abril. A plataforma ainda trouxe esta semana: uma dobradinha do coreano Hong Sang-Soo, Certo Agora Errado Antes (2015) e Na Praia à Noite Sozinha (2017), e um ótimo documentário nacional, Casa (2019), de Letícia Simões.