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Eu e Meu Carro Clube dos Cinco

Aproveitando que Drive finalmente está em cartaz nos cinemas brasileiros, o nosso Clube dos Cinco reúne alguns filmes em que os protagonistas têm relações bastante próximas com seus carros. Relembre conosco!

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Christine, o Carro Assassino, por Heitor Valadão

Estranhas mudanças de comportamento. Crises violentas de mau humor. Alterações no modo de se vestir, de andar. Até mesmo os amigos são outros. Doença? Não. Adolescência.

Christine, o Carro Assassino é uma assustadora alegoria das mudanças que transformam as crianças em adolescentes – e, futuramente, em homens. Keith Gordon, astro feioso dos anos 80 de filmes como Tubarão 2 - A Vingança e De Volta às Aulas, vive um tímido rapaz que muda completamente de atitude ao comprar seu primeiro carro, um Plymouth Fury 1958. Sim, trata-se de um filme de terror com um carro que possui vida própria e a forma que ela influencia o rapaz. Mas John Carpenter não é um simples diretor de terror, e muito menos Stephen King (que escreveu o livro em que se baseia o filme) tenta simplesmente amedrontar seu público com sustos baratos.

Na abertura do filme, Carpenter já nos mostra o enfeite da grade do carro que mais lembra olhos raivosos. O rugido do acelerador, como uma leoa que defende sua cria, é a única música a embalar os créditos iniciais. Christine é a namorada ciumenta, é a mãe que não quer que o filho cresça, é o símbolo de que a adolescência é inevitável. E usando o bom e velho rock'n'roll do rádio como forma de se comunicar (plagiada em Transformers), ela ataca todos que tentam separá-la de seu amado.

É interessante notar que tanto Gordon quanto seu colega de cena, John Stockwell, acabaram tornando-se diretores quando a maturidade roubou-lhes a beleza. Se é que um dia foram belos...

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À Prova de Morte, por Renato Silveira

Um dos destaques, senão o destaque dos cartazes de À Prova de Morte é o carro dirigido por Stuntman Mike, personagem de Kurt Russell. No espírito dos filmes B que Quentin Tarantino homenageia no longa, o dublê psicopata vivido por Russell faz de seu Chevy Nova ’71 uma verdadeira arma. Quando ele dá uma carona a Pam (Rose McGowan), conhecemos todo o sadismo de Mike e seu carro mortal, uma armadilha para moças “indefesas”. Mas ele mal pode esperar pela vingança tarantinesca que Rosario Dawson, Tracie Thoms e Zoë Bell preparam para ele a bordo de seu Dodge Challenger ’70.

Muita gente diz que Tarantino levou à sério demais a ideia de homenagear os filmes exploitation no projeto Grindhouse, e que Robert Rodriguez entrou mais no espírito da brincadeira com seu Planeta Terror. Seja como for, é inegável que, pelo menos no uso dos carros, Tarantino fez cenas memoráveis – e tudo à moda antiga mesmo, sem o uso de computação gráfica.

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Gran Torino, por Larissa Padron

Difícil não colocar em nossa lista um filme cujo próprio título homenageia o veículo: Gran Torino é dirigido e protagonizado por Clint Eastwood, e por muito tempo acreditou-se ser uma continuação de Dirty Harry. Você pode dizer que o filme é sobre um velho rabugento e preconceituoso que começa a estabelecer relações mais amigáveis graças aos generosos vizinhos hmong (uma etnia proveniente da Ásia). Mas, na verdade, Gran Torino é um filme sobre um carro que modifica as pessoas.

Para começar, Eastwood, que no filme não é um personagem simpático nem com os próprios netos, tem uma relação de amor com seu clássico americano da Ford, de 1972. Walt deixa claro o quanto detesta que seu filho goste tanto de carros japoneses sendo que ele trabalhou na Ford a vida inteira. Ele também demonstra que está disposto a matar quem tentar roubar seu carro (mesmo que o “assaltante” seja um frágil adolescente) e que trata o veículo com o carinho de quem cuida da esposa.

Como não notar também o desejo que a gangue asiática tem pelo Gran Torino, a ponto de definir o roubo do mesmo como “tarefa de iniciação” para o garoto Thao. Este, por sua vez, também demonstra sua admiração pelo carro durante todo o filme, mostrando um entusiasmo contagiante quando ganha o direito de dar uma volta no veículo. E não podemos nos esquecer dos gananciosos netos de Walt, que não veem a hora do avô “bater as botas” na esperança de receber o carro como herança. Para finalizar, lembre-se das várias cenas na qual o Gran Torino tem pelo menos um papel coadjuvante.

Caso você ache que um filme de duas horas batizado de Gran Torino não é suficiente para engrandecer o carro, lembre-se também que o mesmo veículo foi usado pela famosa dupla de TV Starsky & Hutch na luta contra o crime.

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Curtindo a Vida Adoidado, por Renato Silveira

Curtindo a Vida Adoidado não é um filme sobre um carro, mas vai dizer que a Ferrari 250 GT conversível do pai de Cameron não é importante? O carro é praticamente um personagem. 

Tudo começa quando o atrevido Ferris Bueller (Matthew Broderick) convence seu amigo Cameron (Alan Ruck) a pegar o carro emprestado para os dois e a namorada de Ferris, Sloane (Mia Sara), passearem pela cidade enquanto o protagonista mata aula. Cameron, medroso, vai na conversa do amigo, mas passa o filme inteiro temendo que algo ruim possa acontecer com o veículo de estimação do pai. E não faltam motivos para que o carro realmente seja danificado – basta lembrarmos dos manobristas que resolvem dar uma voltinha com a Ferrari, momento que rende inclusive uma referência a Star Wars.

O pior, no entanto, está por vir no final da aventura, mas o carro acaba por se tornar o mecanismo da redenção de Cameron. Mais um elemento que faz desta fantástica comédia de John Hughes um dos filmes inesquecíveis dos anos 80 e, por que não, um clássico moderno.

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Transformers, por Tullio Dias

Um dos grandes sonhos de Sam Witwicky (Shia LaBeouf) em Transformers é ganhar o seu primeiro carro. Ainda que o sonho dele pudesse ser uma Ferrari vermelha, Sam se contenta com um velho Chevrolet Camaro caindo aos pedaços.

Todo garoto tímido cresce acreditando que a sua sorte com as mulheres mudará depois de ter o seu primeiro carro. Sam investe na teoria e convida a deslumbrante Mikaela (Megan Fox) para um passeio. O que ele não esperava é que ela entendia de carros mais do que ele próprio e não fica nada surpresa com o velho Camaro.

O rapaz fica fascinado com o seu temperamental (e discreto) veículo. Tanto que não hesita em arriscar a própria vida depois que ouve o carro sendo “furtado” de sua garagem e acaba descobrindo um incrível segredo: o automóvel se transforma em um robô alienígena pronto para dar porrada nos vilões e nos barbeiros do trânsito de Chicago. Vale dizer que a partir do momentoem que Bumblebeese revela, Mikaela fica inevitavelmente atraída pelo perigo e inicia um romance com Sam.

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Menção honrosa: Se Meu Fusca Falasse, por Heitor Valadão

Esqueça o filme protagonizado por Lindsay Lohan. Herbie, o simpático fusquinha nº 53, já conquistava o mundo em 1968 em Se Meu Fusca Falasse. Herbie pode não se comunicar como um ser humano, mas sua buzina faz bem o trabalho. Além disso, não é necessário ser de carne e osso para transmitir humanidade. Muitos atores e atrizes atuais nem isso conseguem.

Como o precursor de uma série de filmes de corridas, Herbie consegue ajudar seu dono Jim, vivido pelo apenas simpático Dean Jones, a se tornar um grande piloto ao lado de Michele Lee e Buddy Hackett. A relação de confiança que se estabelece entre o carro e seu dono mostra que não são apenas de cães, gatos ou alienígenas que vivem as grandes amizades no cinema.

Quer relembrar algum outro filme em que o carro é também um personagem da história? Deixe seu comentário e participe da discussão.

Sobre o autor:

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