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Cadê você, Bill Pullman? E aí, meu irmão, cadê você?

Bill Pullman é PHD em Direção de Teatro pela Universidade de Massachusetts. Começou sua carreira nos anos 80, fazendo um médico (profissão de seu pai) em um episódio da série de TV Cagney & Lacey, sobre duas detetives de meia-idade que combatem o crime – e depois se tornaram uma referência para o gênero.

O ator foi parte importante da cultura dos anos 80, atuando em filmes como Por Favor, Matem Minha Mulher (1986), com Danny DeVito, S.O.S – Tem um Louco no Espaço (Spaceballs, 1987), além de A Maldição dos Mortos-Vivos (1988).

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Pullman iniciou o auge de sua carreira nos anos 90 com o clássico do horror Brain Dead (1990). Em Estranhos Encontros (1990), fez, se não o único, um de seus raros vilões. Em meio a comédias que talvez seja melhor omitir aqui – entre elas Uma Equipe Muito Especial (1992) com Tom Hanks e Madonna – ele fez o suspense Liebestraum – Atração Proibida (1991), que ele certa vez declarou ser seu melhor trabalho.

Com Christian Bale, ele dançou no musical Extra! Extra! (1992), que mereceu o Framboesa de Ouro pela Pior Canção Original. Para compensar, Pullman foi o galante Dr. Jamison em Vida de Solteiro (Singles, 1992), que reúne na trilha as melhores bandas do movimento grunge.

Em 1993, Pullman atuou ao lado de grandes colegas de elenco. Com Richard Gere e Jodie Foster, fez O Retorno de um Estranho e, com Gere novamente, Mr. Jones. Também trabalhou com Tom Hanks e Meg Ryan em Sintonia de Amor e com Alec Baldwin e Nicole Kidman em Malícia.

Enquanto lecionava na Universidade Estadual de Montana, um de seus alunos foi o diretor John Dahl, que mais tarde lhe deu um papel de destaque ao lado de Linda Fiorentino em seu filme O Poder da Sedução (1994). Enquanto Você Dormia (1995), Pullman estava salvando o Natal de Sandra Bullock e foi o pai de Christina Ricci em Gasparzinho, o Fantasminha Camarada (1995).

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Não se pode dizer que Deu Tudo Errado (1996), como no título desta comédia dirigida por Nick Castle, nos projetos seguintes de Pullman. Ele foi o presidente dos Estados Unidos no sucesso de bilheteria Independence Day (1996) e em Estrada Perdida (1997), de David Lynch, viveu um personagem completamente diferente, além de também mostrar sua versatilidade em O Fim da Violência (1997), com Andie MacDowell.

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Ao fim da década, Pullman se divertiu um pouco como o “melhor detetive do mundo” em Efeito Zero (1998) e ficou um pouco mais sério em Pânico no Lago (1999). Poderia ter parado por ali, mas se envolveu no decepcionante A Viagem (1999) com Claire Danes, a eterna Julieta, além de participar de Jogos de Espiões (1999). 

Nos anos 2000, Pullman fez O Culpado (2000); outro detetive na forçada comédia Bilhete Premiado (2000) com John Travolta e Lisa Kudrow, e não nos trouxe grandes surpresas em Contagem Regressiva (2002) como fez em A Estranha Família de Igby (2002), com Susan Sarandon, até protagonizar a trama policial Rick (2003).

O Grito (2004), no qual Pullman aparece com Sarah Michelle Gellar, ganhou o prêmio de Melhor Trilha Sonora, mas ficou no 3º lugar na categoria Pior Filme pelo Fangoria Chainsaw Awards 2005. Na mesma época, Pullman filmou Querida Wendy (2004), escrito por Lars von Trier e dirigido por Thomas Vinterberg, a minissérie Revelations (2005) e a paródia Todo Mundo em Pânico 4 (2006).

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Dahl dirigiu seu professor novamente em You Kill Me (2007). Em 2008, Pullman foi o pai de uma ainda criança Elle Fanning em Phoebe in Wonderland (2008), fez uma aparição na série Lei e Ordem e atuou no filme Sob Controle, de Jennifer Lynch – sim, filha de David Lynch.

Nos anos seguintes, o ator filmou O Assassino em Mim (2010), com Casey Affleck e Kate Hudson, Peacock (2010), com Ellen Page e Susan Sarandon, e o constrangedor Rio Sex Comedy (2011), com Charlotte Rampling, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy e atores brasileiros decadentes, nas favelas do Rio de Janeiro. 

Destaque para seus recentes papéis em Vivendo No Limite (2011), com Milla Jovovich, no ótimo Lola Versus (2012), com Greta Gerwig, e novamente vivendo um presidente americano na série 1600 Penn (2012-2013).

Em 2014, Pullman participou da minissérie Ten X Ten e do apagado thriller de ação Red Sky. Já Cymbeline, de Michael Almereyda, com roteiro inspirado pela obra de Shakespeare, está prometido para 2015. No trailer (veja aqui), fica evidente a tentativa de fazer algo convincente como o ainda moderno Romeo + Julieta (1996). No elenco, estão também John Leguizamo e Vondie Curtis-Hall, presenças impactantes na competente adaptação de Baz Luhrmann. Outro trabalho recente que conta com Pullman em participação secundária é O Protetor (2014), com Denzel Washington, que chega ainda este mês às telas brasileiras. 

Pullman também está no elenco do ainda inédito American Ultra (2015), ao lado de Kristen Stewart; Celestina (2015), de Jose Rivera, com  Catalina Sandino Moreno; e reprisará o papel do presidente Thomas J. Whitmore em na continuação de Independence Day, prevista para 2016, novamente com direção de Roland Emmerich.

Fora das telas, Pullman continua fazendo papéis marcantes no teatro. Ele interpreta um garçom traiçoeiro na recente temporada da peça The Jacksonian, na Broadway, contracenando com Ed Harris.

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