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Você pergunta! PODCAST #162: Os filmes de Kathryn Bigelow

RS

Renato Silveira

Crítico e colunista

Você pergunta! PODCAST #162: Os filmes de Kathryn Bigelow

O programa desta semana é dedicado à obra da cineasta Kathryn Bigelow, a primeira mulher que ganha um podcast dentro da série Grandes Diretores. Nós teremos a presença do crítico de cinema Marcelo Miranda no debate.

Você, assinante do Cinema em Cena, tem exclusividade para enviar perguntas sobre o tema deste programa. Elas serão respondidas na gravação do podcast.

Deixe a sua questão na caixa de comentários abaixo.

Prazo para o envio das perguntas: até 13h30 do dia 23/03, quarta-feira.

Comentários (3)

Gustavo Jacondino
Gustavo Jacondino23 de março de 2016 às 01:05

Olá pessoal do Cinema em Cena Kathryn Bigelow em Guerra ao Terror e em A Hora Mais Escura compõe dois filmes que se resolvem bem como filmes de gênero, mas que além disso incorporam a temática do pós 11/09 no cinema americano, como em O Soldado Anônimo ou em O Homem da Máfia, só para citar alguns exemplos. A diretora parece não só se limitar em fazer um "filme de guerra", mas trata questões éticas com muita responsabilidade e sensibilidade, indo um pouco à contramão do cinema impessoal de linha de produção que muitas vezes perde a oportunidade de aprofundar os temas e torná-los mais humanos, a fim de que possamos enxergar o desespero e a falta de humanidade em certas situações. Nesse sentido vale a comparação, tanto estética como temática, com alguns filmes de Ridley Scoot, como Falcão Negro em Perigo ou Rede de Mentiras, oportunidades desperdiçadas do diretor britânico de exercer senso crítico ou mostrar alguma humanidade além da ação, algo que Kathryn Bigelow usa para enriquecer seus longas. Assim, como até o momento não assisti a todos os seus filmes, gostaria que vocês falassem se essa temática é constante ao longo da filmografia da diretora e se esteticamente ela pode ter sofrido alguma influência de Scoot ou de seu ex-marido James Cameron, já que tematicamente Bigelow parece trilhar um caminho diferente dos dois diretores que citei. Abraços a todos.

Fábio da Rocha Barros
Fábio da Rocha Barros22 de março de 2016 às 17:42

Aliás, enviei há muito tempo para os artigos dos assinantes um escrito breve sobre a obra dela. Não foi publicado ainda. .

Fábio da Rocha Barros
Fábio da Rocha Barros22 de março de 2016 às 17:33

AEEEEEE!!!! Que alegria!!!!! Um podcast pra ela!!!! Primeiro gostaria de agradecer realmente por essa grande surpresa e dizer que meu filme favorito dela é A HORA MAIS ESCURA, que traça uma narrativa muito parecida tematicamente com MOBY DICK, de Herman Melville, com toda a questão da obsessão e do esgotamento físico e mental da protagonista. . Minha pergunta é: o cinema viril de Kathryn Bigelow encontrou algum paralelo na obra de alguma outra cineasta? Porque é muito comum ver as obras de cineastas mulheres sempre vertendo para um tom mais intimista, mais sensível, como em Jane Campion, Mira Nair, Sophia Coppola e Chantal Eckerman. Queria saber se há mais cineasta mulheres como ela que quebram esse "padrão". . Obs. Não estou desmerecendo em nada a obra dessas diretoras, pois amo a maioria de seus filmes.