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Cinema em Streaming

Filmes Dirigidos Por Mulheres

HF

Helio Flores Filho

Crítico e colunista

Filmes Dirigidos Por Mulheres

 

(Postagem originalmente publicada em 08/03/2022 e atualizada em 17/07/2022, uma vez que filmes entram e saem de streamings sem pedir licença; exclusão, adição e links corrigidos)

 

 

No Dia Internacional da Mulher, é óbvio que uma coluna com dicas de streamings só poderia chamar a atenção para filmes feitos por Elas e que estão disponíveis nos principais serviços de assinatura do país. Tentei trazer o máximo que consegui de relevante, optando apenas por filmes com direção exclusiva de mulheres.


FILMICCA

Embora a FILMICCA não tenha um acervo enorme, a seleção é bastante diferenciada e talvez seja a única das grandes plataformas com assinatura que tem mais filmes de cineastas mulheres do que homens. O próprio menu degustação deste mês de março, que é a disponibilidade gratuita de filmes para que não assinantes conheçam o serviço, é só de filmes de diretoras, como já divulgado aqui na coluna.

A maior das recomendações é obviamente boa parte da filmografia de Chantal Akerman, não encontrada em outras plataformas. Entre eles, o monumental Jeanne Dielman (1975), um dos grandes filmes da história do cinema.

Apesar do link acima listar todos os filmes dirigidos por mulheres disponíveis, aqui vão algumas recomendações para além da Akerman:

As Pequenas Margaridas (Daisies, 1966), Vera Chytilová

O Meu Século 20 (My Twentieth Century, 1989), Ildikó Enyedi

Quando Éramos Bruxas (The Juniper Tree, 1990), Nietzchka Keene

O Piano (The Piano, 1993), Jane Campion

Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me, 2003), Isabel Coixet

A Batalha de Solferino (La bataille de Solférino, 2013), Justine Triet

A Bruxa do Amor (The Love Witch, 2016), Anna Biller

Sarah Interpreta um Lobisomem (Sarah Plays a Werewolf, 2017), Katarina Wyss

Verão 1993 (Summer 1993, 2017), Carla Simón

Mamãe, Mamãe, Mamãe (Mamá, Mamá, Mamá, 2020), Sol Berruezo Pichon-Riviére

Meu Primeiro Verão (My First Summer, 2020), Katie Found

 

MUBI Brasil

A MUBI também traz uma seção específica para facilitar a busca por obras de cineastas mulheres. A prioridade não pode deixar de ser para o cinema de Agnès Varda. A francesa sempre foi tida como uma das maiores do cinema, e sua riquíssima carreira ainda tem na plataforma o maior número de filmes disponíveis, com direito a uma seção própria.

Eis aqui algumas outras obras incríveis que chamo a atenção:

Bad Girls Go to Hell (idem, 1965), Doris Wishman

Terminal Island (idem, 1973), Stephanie Rothman

Baxter, Vera Baxter (idem, 1977), Marguerite Duras

Death of the Grandfather or: The Sleep of the Just (La mort du grand-père ou le sommeil du juste, 1978), Jacqueline Veuve

Chocolate (Chocolat, 1988), Claire Denis

Caçadores de Emoção (Point Break, 1991), Kathryn Bigelow

Glória (idem, 1999), Manuela Viegas

O Dia da Transa (Humpday, 2009), Lynn Shelton

Parece Amor (It Felt Like Love, 2013), Eliza Hittman

The Wolfpack (idem, 2015), Crystal Moselle

As Filhas do Fogo (Las Hijas del Fuego, 2018), Albertina Carri

First Cow (idem, 2019), Kelly Reichardt

Knives and Skin (idem, 2019), Jennifer Reeder

Não Haverá Mais Noite (Il n'y aura plus de nuit, 2020), Éléonore Weber

Aloners (Honja saneun saramdeul, 2021), Hong Sung-Eun

Mr. Bachmann and His Class (idem, 2021), Maria Speth

Titane (idem, 2021), Julia Ducourneau


Reserva Imovision

Duas cineastas se destacam no catálogo do Reserva Imovision por terem um maior número de filmes disponíveis: a brasileira Lúcia Murat e a francesa Claire Denis.

A plataforma não tem uma seção para destacar tudo que possui feito por diretoras, mas selecionei alguns destaques:

India Song (idem, 1975), Marguerite Duras

A Maçã (The Apple, 1998), Samira Makhmalbaf

Doutores da Alegria (idem, 2005), Mara Mourão

As Praias de Agnès (Les plages d'Agnès, 2008), Agnès Varda

Attenberg (idem, 2010), Athina Rachel Tsangari

A Árvore (The Tree, 2010), Julie Bertuccelli

A Guerra Está Declarada (La guerre est déclarée, 2011), Valérie Donzelli

Camille Outra Vez (Camille redouble, 2012), Noémie Lvovsky

Libertem Angela Davis (Free Angela and All Political Prisoners, 2012), Shola Lynch

O Sonho de Wadjda (Wadjda, 2012), Haifaa Al-Mansour

Eden (idem, 2014), Mia Hansen-Løve

A Odisseia de Alice (Fidelio, l'odyssée d'Alice, 2014), Lucie Borleteau

Garotas (Bande de filles, 2014), Céline Sciamma

Garota Sombria Caminha Pela Noite (A Girl Walks Home Alone at Night, 2014), Ana Lily Amirpour

Incompreendida (Incompresa, 2014), Asia Argento

Miss Julie (idem, 2014), Liv Ullmann

Sem Deus (Godless, 2016), Ralitza Petrova

Corpo e Alma (On Body and Soul, 2017), Ildikó Enyedi

Eu Não Sou uma Bruxa (I Am Not a Witch, 2017), Rungano Nyoni

Esplendor (Radiance, 2017), Naomi Kawase

Abrir a Voz (Speak Up: Make Your Way, 2017), Amandine Gay

Holiday (idem, 2018), Isabella Eklöf

Não Me Toque (Touch Me Not, 2018), Adina Pintilie

Me Leve Para Algum Lugar Legal (Take Me Somewhere Nice, 2019), Ena Sendijarevic

Varda Por Agnès (Varda par Agnès, 2019), Agnès Varda