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Cena Geek Review : Hitman - Episódio Um: PARIS Cena Geek

A Io Interactive traz Hitman (2016), o conhecido Agente 47 com um primeiro episódio completo  - de vários que serão serem lançados durante o ano - onde o jogador reviverá o assassino no início da sua carreira. O jogo resgata o clássico gênero e formato de fluxo de missões que os fãs pediam há algum tempo. Hitman exigirá paciência, pois foge dos action/stealth comuns no mercado atualmente.  

Hitman é uma franquia produzida pela desenvolvedora Io Interactive desde os anos 2000, uma série de jogos stealth, que retorna contando o início da história do Agente 47. Um assassino profissional clonado, que trabalha para a agência ICA e é considerado o melhor do mundo pelas suas ações perfeitas: rápidas, planejadas e acertivas. Ao se passar por Hitman, o jogador precisa se acostumar a ser colocado em uma posição onde é preciso se infiltrar sempre de forma furtiva - obviamente a ação básica de um agente especializado.

Um dos excelentes pontos do jogo é que para realizar as missões e atingir seu alvo, são oferecidos ao jogador muitas táticas possíveis e armas. Desde envenenar a bebida do seu objetivo até atirar diretamente contra ele. Se o jogador optar pela última, em quase todas as tentativas será pego em poucos segundos e terá que retornar do último momento salvo.

A desenvolvedora consegue trazer uma longevidade para o gameplay, pois motiva os jogadores a diferentes estratégias para realizar as missões, com uma nova saída, um novo estilo ou arma, há uma sensação real de superação. Sem esquecer do feedback positivo de poder desbloquear novos troféus.

No entanto, o problema encontrado nesta possibilidade é que as missões também podem ser extremamente frustrantes se cada passo não for muito calculado. Para o jogador rever toda a história no qual foi inserido previamente poderá ser cansativo. Se fosse envolvente, a Io Interactive ganharia muito neste quesito, mas falha com diálogos monótonos e loadings intermináveis.

Hitman necessita que o jogador seja o tempo todo mais refinado e planejado com cada ação decidida. Para isso, o jogo se baseia em estar disfarçado de acordo com personagens do ambiente, para não despertar atenção. Porém em vários momentos os NPCs são inconsistentes, com comportamentos que variam, acabam por identificar o jogador mesmo com o passo-a-passo sendo feito corretamente. O feedback poderia ajudar, mas mesmo utilizando a "visão especial" (como um raio-X) do agente isso melhora, pois enquanto for usado o gameplay permanece em slow-motion e o mapa não informa o campo de visão dos NPC’s.

 

Os cenários do jogo são impecáveis. Neste primeiro episódio são apresentados três mapas: um barco de festa, um galpão de aeronaves militares e uma mansão parisiense. Este último é complexo e exigirá uma capacidade de improvisação do jogador - para que não seja identificado pelas diversas ameaças potenciais - focando-se em alterar objetos e se disfarçar como alguns dos NPC’s. Com um ambiente aberto, o jogador poderá analisar vastas táticas para atingir o objetivo. Mas para aniquilar o alvo, o jogo está engessado em um ponto do ambiente, caso contrário o jogador será facilmente identificado.

Ao terminar as missões propostas, Hitman ainda oferece novos objetivos dentro dos cenários, com metas restritivas a equipamento e disfarce. É preciso sempre estar online, pois seu progresso é desconsiderado no modo offline, caso contrário, será preciso realizar a missão novamente e não há avisos para alertar ao jogador.

É possível tirar momentos de diversão com o novo Hitman. Mostrar a vida do agente antes das suas famosas missões agrega um valor positivo ao personagem e confere uma longevidade a franquia stealth. O jogo é promissor no gameplay e em seus desafios, que permitem improvisação e criatividade de cada indivíduo. Será ainda melhor quando a Io Interactive realizar ajustes necessários em NPC’s, saves e em uma história mais envolvente.
 


 

Sobre o autor:

Nascida no Rio de Janeiro, está em São Paulo há 5 anos e recentemente se formou em Game Design. Apaixonada pelo mundo dos games, desde pequena era considerada a nerd e geek.

Aqui no Cena Geek escreverá sempre sobre notícias desses universos, abordando também tecnologia, fatos interessantes sobre jogos e assim por diante.

Colabora em paralelo para os sites Meia Lua Para Frente Soco e FreakPop com a coluna "Pensando com Portais", focada em jogos.

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