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Filmes recentes - 12/01/2017 Assinantes

Alguns filmes que vi ou revi recentemente:

A Melhor Oferta (La migliore offerta, Itália, 2013)
Geoffrey Rush é um ator capaz de segurar qualquer filme – e aqui, vivendo um personagem taciturno, seu talento e sua força ficam ainda mais evidentes. Porém, desde o princípio o espectador já percebe mais ou menos para onde a história vai caminhar, sendo uma pena que o filme se prolongue em suas viradas por achar que irá surpreender. Mas é um bom estudo de personagem. 3/5

 

Mais Forte que a Vingança (Jeremiah Johnson, EUA, 1972)
Baseado em uma história real e adaptado a partir de dois livros diferentes por John Milius, o filme é um verdadeiro estudo de personagem sobre um homem que Robert Redford vive quase em silêncio absoluto e cuja trajetória o diretor Sydney Pollack retrata de forma basicamente visual, explorando as locações e o tempo inclemente. 4/5

 

Pai em Dose Dupla (Daddy’s Home, EUA, 2015)
Ferrell e Wahlberg já haviam provado que formavam uma boa dupla cômica em Os Outros Caras e aqui voltam a exibi-la. O roteiro formulaico, porém, não ajuda muito, embora o filme contenha sua parcela de momentos inspirados que permitem que Ferrell explore sua persona de adolescente no corpo de um adulto e Wahlberg, a de durão com coração. 3/5

 

O Enigma do Horizonte (Event Horizon, Inglaterra, 1997)
Depois de estabelecer uma premissa interessante, o filme decide jogá-la fora para perseguir o objetivo de fazer um slasher movie no espaço. Além de o roteiro se perder completamente e obrigar os atores a recitar falas ridículas, a direção de Paul W.S. Anderson substitui energia por caos. Aliás, este é exatamente o tipo de resultado que poderíamos esperar quando um diretor como Anderson resolve brincar de fazer Solaris. 2/5

 

The Interview (Idem, Austrália, 1998)
Basicamente um filme de câmara, traz Hugo Weaving e Tony Martin como oponentes em uma batalha travada essencialmente através de jogos psicológicos. Dirigido com competência por Craig Monahan, o longa é fluido e sempre interessante mesmo com a limitação dos cenários, evitando também qualquer armadilha que o tornasse mais teatral. 4/5

 

HyperNormalisation (Idem, Inglaterra, 2016)
Este documentário de quase três horas de duração é eficiente enquanto procura estabelecer a cronologia de eventos que, de maneira direta ou indireta, resultaram no quadro de caos que hoje toma conta da Síria, da Turquia e que também criou as condições para a eleição de Trump e a aprovação do Brexit. Infelizmente, no meio do caminho o filme exibe uma falta de foco decepcionante ao se entregar a tangentes irrelevantes e ao fazer conexões que poderiam, com muito boa vontade, ser chamadas de forçadas. 3/5

 

Pocahontas (Idem, EUA, 1995)
Tecnicamente impecável, o filme conta com um design de produção belíssimo e com uma animação que, como já poderíamos esperar, é fascinante em seus detalhes. Porém, o roteiro jamais consegue criar obstáculos que tragam algum drama real para a narrativa, que também exibe uma falta de estrutura que sacrifica o ritmo e diminui o impacto emocional da trama. Mas há a lindíssima sequência de “Colors of the Wind” para garantir que o longa mereça menção obrigatória em qualquer retrospectiva dos esforços da Disney na década de 90. 3/5

 

E, como de hábito, agradeço imensamente pelo apoio que dão ao Cinema em Cena!

Pablo

Sobre o autor:

Pablo Villaça, 18 de setembro de 1974, é um crítico cinematográfico brasileiro. É editor do site Cinema em Cena, que criou em 1997, o mais antigo site de cinema no Brasil. Trabalha analisando filmes desde 1994 e colaborou em periódicos nacionais como MovieStar, Sci-Fi News, Sci-Fi Cinema, Replicante e SET. Também é professor de Linguagem e Crítica Cinematográficas.
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