Seja bem-vindx!
Acessar - Registrar

Cinco trilogias que mudaram de rumo Clube dos Cinco

No primeiro Se Beber, Não Case!, uma despedida de solteiro termina em confusão em Las Vegas. No segundo filme, outro dos amigos se casa, mas o cenário é outro: a Tailândia. Agora, a trilogia se encerra num retorno a Las Vegas, mas sem despedida de solteiro e sem casamento. A partir dessa mudança de curso, nós listamos outras cinco trilogias que seguiram outros caminhos ao longo de seus capítulos.

[REC] – por Renato Silveira 

[REC] se tornou um sucesso imediato quando foi lançado em 2007 ao contar uma história de zumbis adotando o estilo “câmera na mão”, que até hoje ainda é moda dentro do filão de “imagens encontradas”. A produção espanhola dirigida por Jaume Balagueró e Paco Plaza ganhou, lógico, sua versão hollywoodiana – praticamente um “copiar e colar” batizado como Quarentena –, mas também teve sua própria continuação.

Balagueró e Plaza voltaram ao universo do primeiro filme em 2009, agora mostrando personagens que circulavam pelo prédio paralelamente à ação principal do filme anterior. O padrão estético é o mesmo, no entanto, o desfecho explicita a origem da praga que causa todo o terror no imóvel - algo que nem todo mundo aceitou bem. 

Já no terceiro filme, [REC]³: Genesis, dirigido apenas por Plaza, a história acontece fora do prédio e se passa longe dos acontecimentos dos outros dois filmes: o foco agora é uma festa de casamento. Além disso, o padrão estético também muda: começa com a câmera na mão, mas depois adota a filmagem convencional.

[REC] deixará de ser uma trilogia este ano com o lançamento de [REC] 4: Apocalipse.

Olha Quem Está Falando – por Luísa Teixeira de Paula

Se Olha Quem Está Falando Também (1990) segue a mesma premissa do original, Olha Quem Está Falando (1989), o terceiro volume da trilogia, Olha Quem Está Falando Agora (1993), é uma completa quebra de paradigma.

O primeiro filme apresenta ao mundo o sarcástico bebê Mikey, em sua missão de trazer o taxista James Ubriacco (John Travolta) à família. Seus comentários não são nem um pouco o que se espera do bebê fofinho que ele parece ser.

Um ano depois, Molly (Kirstie Alley, a mãe de Mikey) fica grávida de James e dá a luz Jullie, uma menininha tão endiabrada e quase tão cínica quanto seu irmãozinho.

Na tentativa de reviver a franquia, três anos depois foi lançado mais um filme, com uma novidade: no lugar dos bebês, que já estão bem crescidinhos, os cachorros da família é que roubam a cena, com seus comentários ferinos.

A fórmula que havia funcionado nas duas primeiras produções se esgotou. Para manter o nome da franquia, a produção optou pela mudança na trama. Se deu certo ou não, só os espectadores podem dizer, mas o fato é que os três filmes dominaram as sessões da tarde durante muito tempo.

O Exorcista – por Renato Silveira

O filme original, de 1973, completa 40 anos de lançamento em 2013 sendo ainda considerado um marco do cinema de Hollywood, além de um ícone entre os filmes de terror. Dirigido por William Friedkin e adaptado do livro de William Peter Blatty (também autor do roteiro), O Exorcista acompanha o drama da atriz Chris MacNeil (Ellen Burstyn), que vê sua filha Regan (Linda Blair) sofrer de um mal cuja origem é desconhecida por médicos e psquiatras. Entram em cena os padres Damian Karras (Jason Miller) e Merrin (Max von Sydow), sendo que o primeiro está em crise de fé e o segundo é o único que parece ser capaz de “curar” a garota Regan.

O sucesso de O Exorcista foi enorme junto a crítica e público, o que não pode ser dito da continuação. Em 1977, O Exorcista II – O Herege mostrou como Regan estava lidando com o trauma do exorcismo, porém, o filme, agora dirigido por John Boorman, decide explorar o mistério da morte do padre Merrin, recorrendo a um processo psicotecnológico dos mais furados para solucionar o caso.

Mas a verdadeira mudança na trajetória da franquia se deu no terceiro filme. O Exorcista III, lançado 13 anos depois e agora com direção do próprio William Peter Blatty, deixa ainda mais o terror de lado e assume o aspecto de filme policial ao colocar o detetive Kinderman (agora com George C. Scott no lugar de Lee J. Cobb) no rastro de um serial killer (Brad Douriff).

Na verdade, O Exorcista deixou de ser uma trilogia 14 anos depois e acabou virando uma pentalogia. Exorcista – O Início (2004), de Renny Harlin, mostra a origem do encontro do padre Merrin (agora interpretado por Stellan Skarsgård) com o demônio Pazuzu. A turbulenta produção foi realizada depois que a versão inicial do projeto, comandada por Paul Schrader, foi suspensa pelo estúdio devido a divergências com a visão do diretor. Um ano depois, Shcrader foi chamado para completar seu longa, que foi lançado como Dominion: Prequel to the Exorcist.

Evil Dead – por Luísa Gomes

US$ 375.000. Esse foi o orçamento usado por Sam Raimi (Homem-Aranha) para criar um dos maiores clássicos do terror moderno. The Evil Dead - A Morte do Demônio não surpreendeu apenas pelo seu baixo custo, mas também em como esse recurso foi extremamente bem utilizado, criando efeitos inovadores para a década de 80. O primeiro filme da trilogia de 1981, que já até ganhou um remake, é daqueles pesados, com elementos capazes de traumatizar até o espectador mais forte de coração (e estômago).

Porém, a grande mudança de rumo dessa franquia é o pulo gigante de um gênero para outro. Uma Noite Alucinante, de 1987, começa como um terror, mas acaba como uma paródia da própria história, transformando-se em uma comédia trash, satirizando os efeitos visuais do primeiro filme e os personagens principais.

Já em Uma Noite Alucinante 3 (que em inglês nem usa mais o nome Evil Dead, chamando-se Army of Darkness, e no Brasil tem esse título bizarro, já que não existe Uma Noite Alucinante 2), tudo desanda literalmente e a trilogia se encerra não só como uma comédia, mas uma comédia de época, levando Ash (Bruce Campbell) para o século 14.

Não nos cabe julgar se a escolha tomada por Raimi foi certa (para muitos fãs foi, dado o sucesso da franquia até hoje), mas a coragem do cineasta é inquestionável.

Operação França – por Renato Silveira

Antes de ver O Exorcista tomar um caminho diferente do que ele havia iniciado, William Friedkin começou, nos anos 70, outra trilogia que se modificou a cada continuação. Em 1971, o cineasta também fez história com o policial Operação França, que ganhou cinco Oscars (Filme, Direção, Ator, Roteiro Adaptado e Montagem) e se tornou referência em cenas de ação e perseguição de carros.

Gene Hackman interpreta o detetive Jimmy “Popeye” Doyle e Roy Scheider é seu parceiro, Buddy “Cloudy” Russo. Inspirados nos policiais da vida real Eddie Egan e Sonny Grosso, eles investigam um poderoso traficante de heroína (Fernando Rey) que planeja receber um grande carregamento da droga vindo da França para Nova York. 

Em 1975, Operação França II manteve o alto nível com direção de John Frankenheimer, porém, o longa, apesar de ser mantido dentro do gênero policial, sai das ruas e passa grande parte do tempo entre quatro paredes, mostrando o efeito da dependência química a que Doyle (novamente Hackman) é submetido como forma de tortura, após ser capturado por traficantes. Mais que um filme de ação, é praticamente um filme antidrogas. A história agora se passa na Marselha, do outro lado do Atlântico.

A trilogia se encerrou de maneira não oficial em 1986 com Popeye Doyle, filme para TV que foi dirigido por Peter Levin com a intenção de ser o episódio piloto de um seriado inspirado no protagonista de Operação França. Quem interpreta o detetive é Ed O’Neill e, novamente, ele tem que investigar um crime do departamento de narcóticos.

Agora é a sua vez! Deixe sua contribuição para o nosso clube nos comentários abaixo e compartilhe com os amigos!

--
EDIÇÕES ANTERIORES DA COLUNA

Sobre o autor:

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Você também pode gostar de...

Clube dos Cinco
Cinco filmes de super-herói que gostaríamos de esquecer
Clube dos Cinco
Cinco produtoras poderosas
Clube dos Cinco
Cinco “mockumentários” que merecem destaque