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Cinco crianças que ousaram sonhar Clube dos Cinco

Em Indomável Sonhadora, a garotinha Hushpuppy (Quvenzhané Wallis) recorre à imaginação para compreender a dura realidade de seu vilarejo e de sua família. Neste Clube dos Cinco, selecionamos outras crianças que também encontram na fantasia uma forma de interpretar o mundo e seus problemas.

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Davey, de Os Heróis Não Têm Idade (Cloak & Dagger, 1984, EUA, dir.: Richard Franklin) – por Heitor Valadão 

Logo depois do estrondoso sucesso de E.T., o céu era o limite para Henry Thomas. Se no filme de Steven Spielberg ele mantinha os pés no chão ao ser visitado por um ser espacial, em Os Heróis Não Têm Idade o garoto Davey Osborne vive em outro mundo. Seu melhor amigo é o imaginário agente secreto Jack Flack (Dabney Coleman), que fisicamente lembra muito seu próprio pai, que não lhe dá atenção suficiente após a morte da esposa.

Bastante solitário e fã de videogames, Davey acaba tornando-se parte de uma conspiração de verdade ao receber de um moribundo um cartucho do jogo Cloak & Dagger, que na verdade contém informações ultra secretas. Com a fiel companhia de Jack, Davey luta pela própria sobrevivência e vai aprender que o mundo real pode ser muito mais assustador que a fantasia. 

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Kevin, de Sempre Amigos (The Mighty, 1998, EUA, dir.: Peter Chelsom) – por Renato Silveira

Sempre Amigos é daqueles filmes que pouca gente viu ou lembra, e que, mesmo que não seja uma pérola subestimada, merece ser visto caso você não o conheça. 

Kieran Culkin interpreta Kevin, um menino de 12 anos que sofre da Síndrome de Morquio, doença rara e incurável que impede que a pessoa tenha o desenvolvimento ósseo correto, além de provocar outros problemas de saúde. Apesar disso, Kevin é muito inteligente. Na escola, ele forma uma forte amizade com Max (Elden Henson), que tem o dobro do seu tamanho. Vistos como aberrações pelos colegas, eles se tornam praticamente um só, com Kevin sendo o cérebro e Max, as pernas.

Kevin se vê como um guerreiro dos livros de aventura medieval que ele tanto adora. Se a realidade da doença limita sua vida, a imaginação e a amizade com Max o ajudam a encarar todas as dificuldades. 

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Ofélia, de O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno, 2006, Espanha/México, dir.: Guillemo del Toro) – por Luísa Teixeira de Paula

O Labirinto do Fauno é uma crônica fantástica sobre a guerra civil que assola a Espanha de Franco. Ofélia (Ivana Baquero), a menina que protagoniza o longa, vai morar ao lado de sua mãe (Maribel Verdú) em uma base militar ao norte do país e tem, no mundo dos faunos, uma possibilidade de fuga dos horrores do conflito. É nesse universo mágico que a vida da menina ganha novas possibilidades: ela é uma princesa perdida cujo pai ainda procura por ela, enquanto na vida real é obrigada a viver com o padrasto, o temível capitão Vidal (Sergi López).

O grande trunfo do belo filme de Guillermo del Toro é deixar um grande ponto de interrogação sobre a audiência: afinal, quão real pode ser a imaginação de uma criança? O mundo dos faunos, ainda que funcione como escape da realidade, joga sobre a menina o peso de decisões importantes que precisam ser feitas quando existe sede de poder. E neste caso, o derramamento de sangue de pessoas inocentes nunca será justificado.

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Ingemar, de Minha Vida de Cachorro (Mitt liv som hund, 1985, Suécia, dir.: Lasse Hallström) – por Larissa Padron

Se você tem uma vida real na qual sua mãe, sua única companheira, está morrendo, você provavelmente vai recorrer a refúgios em sua mente mesmo. Ainda mais se você é uma criança. É isso que faz Ingemar, protagonista de Minha Vida de Cachorro, de Lasse Hallström (da época que o diretor ainda fazia filmes bonitos, profundos e emocionantes).

Tendo que passar as férias com um tio em outra cidade, devido à doença da mãe, Ingemar começa a descobrir coisas sobre a vida, como a primeira paixão, de uma maneira muito imaginativa, e com uma obsessão particular por Laika, a primeira cadela a ir para o espaço. O simpático garoto Anton Glanzelius, intérprete de Ingemar, não seguiu carreira. Talvez a Laika o tenha traumatizado.

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Max, de Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are, 2009, EUA, dir.: Spike Jonze) – por Heitor Valadão

Afinal, onde vivem os monstros? Em uma ilha remota? Ou na sua própria imaginação? Onde fica a linha que separa a realidade da ficção? Ao que parece, na mente de um desobediente garoto chamado Max, interpretado por Max Records.

Quando Max se mete em confusão, ele foge de casa e acaba em uma ilha habitada por enormes criaturas cujo temperamento se assemelha bastante ao do garoto. Ao se proclamar o rei de tais criaturas, Max vai aprender importantes lições sobre as consequências de suas ações e a dividir seu espaço com aqueles que o cercam.

Agora é a sua vez! Lembrou de outras crianças que ousaram sonhar? Deixe sua contribuição para o nosso clube nos comentários abaixo e compartilhe com os amigos!
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