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Cinco filmes de super-herói que gostaríamos de esquecer Clube dos Cinco

Os Vingadores tem tudo para se tornar um filme inesquecível para os fãs de quadrinhos. Mas o Clube do Cinco desta semana vai na contra-mão e lista cinco produções baseadas em personagens das HQs que fizeram muita gente esconder o rosto entre as mãos.

Nick Fury: Agente da SHIELD (por Heitor Valadão)

Quem vê as resenhas positivas dos últimos filmes baseados nos personagens da Marvel Comics nem sempre sabe que a empresa já foi ridicularizada quando comparada aos filmes da DC Comics. Mesmo com a situação "invertida" nos últimos anos (a DC ainda pode se gabar dos Batman de Christopher Nolan), a Marvel ainda tem muito do que se envergonhar. Este deve ser um dos motivos pelo qual ela decidiu usar o visual ultimate de Nick Fury em seus novos filmes, ao invés do clássico.

O ano era 1998 e SOS Malibu era uma das séries mais retransmitidas de todo o planeta. David Hasselhoff desfrutava de um momento que ele não tinha em sua carreira desde os tempos de A Supermáquina. A Marvel sucateava seus personagens pelo melhor preço. Assim, o Coronel Nicholas Fury, o chefe da SHIELD, foi parar em mais uma das ridículas produções para TV da Casa das Ideias. 

As três versões de O Justiceiro (por Tullio Dias)

Teoricamente, a história de Frank Castle deveria ser a mais simples de ser adaptada para o cinema. Afinal, trata-se de um homem normal, um policial que tem a família assassinada e decide se vingar fazendo exatamente a mesma coisa que o espectador já viu ser feita em diversos outros filmes de ação. O problema é que o Justiceiro parece ter levado para o cinema todos os elementos que dificultaram a vida de Castle nos quadrinhos. 

Dolph Lundgren, aquele mesmo de Soldado Universal e Os Mercenários, deu vida a Castle no final dos anos 80 em um filme que passou despercebido para o grande público. Seria esperar demais que o homem que é PHD em Química pudesse oferecer uma atuação convincente, mas o mais estranho é notar a ausência da caveira estampada no peito do personagem.

Em 2004, o Justiceiro voltou a dar as caras na telona, desta vez com o rosto de Thomas Jane (O Nevoeiro) e tendo John Travolta no papel de um vilão nada assustador. A combinação escorregou e rendeu apenas momentos embaraçosos para os fãs.

Demorou mais quatro anos para o legado do personagem finalmente ganhar uma produção de qualidade, ainda que Ray Stevenson (O Livro de Eli) seja completamente desprovido de emoções e tenha transformado Castle em uma espécie de robô. Apesar disso, Zona de Guerra é o único momento digno do Justiceiro no cinema. Resta saber se a maldição em torno das adaptações do "herói" continuará ou se um novo reboot ficará trancado nos cofres dos estúdios.

Demolidor – O Homem Sem Medo (por Larissa Padron)

O que se espera de um filme com um personagem extremamente rico e cheio de possibilidades dentro dos quadrinhos? Ainda mais quando sabemos que um dos vilões é ninguém menos que o Rei do Crime? A expectativa para ver o Demolidor em “carne e osso” era grande. No entanto, na saída dos cinemas, a decepção também era, principalmente para os fãs da Marvel.

Uma das grandes dúvidas era sobre como o modo que o herói cego “enxerga” o que ocorre a sua volta seria transposto para o cinema. E este é, sem dúvida, o mérito do filme. A mesma sensação ilustrada nos quadrinhos é mostrada com fidelidade na tela. Mas, infelizmente, o roteiro acaba por se mostrar míope quanto aos vilões.

Se a caracterização de Colin Farrell como Mercenário já não incomodasse o suficiente, a pouca importância dada a um dos grandes vilões da Marvel, o Rei do Crime (Michael Clarke Duncan), que inclusive já teve sagas especiais nos quadrinhos somente para contar sua história, é extremamente decepcionante.

Não satisfeito em “demolir” nossas expectativas quanto ao Homem Sem Medo, o diretor Mark Steven Johnson nos “presentearia”, alguns anos depois, com um maçante Motoqueiro Fantasma. Fãs de quadrinhos devem considerá-lo persona non grata e torcem para não vê-lo envolvido com mais nenhum herói. Ou vilão.

Quarteto Fantástico (por Renato Silveira)

O primeiro filme do Quarteto Fantástico virou lenda entre os fãs pelo simples fato de nunca ter sido oficialmente lançado. E quem conseguiu o filme em sua versão bootleg, encontrada em sebos obscuros, bem antes da facilidade dos downloads, certamente guarda o VHS em sua coleção com muito orgulho.

O longa, produzido por Rorger Corman em 1994, foi realizado apenas para que o produtor não perdesse os direitos autorais. Tudo é amador, mal acabado e canhestro no filme dirigido por Oley Sassone, com direito a uma tomada do ponto de vista da personagem Alicia Masters, o par romântico do Coisa, que, como todo fã da HQ sabe, é uma escultora... cega.

Mas esse Quarteto Fantástico é inesquecível. O que realmente gostaríamos de esquecer é o Quarteto Fantástico de Tim Story, lançado em 2005. As piadas são rasas (apesar de Michael Chiklis e Chris Evans estabelecerem uma boa dinâmica entre o Coisa e o Tocha Humana), a única cena de ação que funciona razoavelmente é a última e o romance entre o Sr. Fantástico (Ioan Gruffudd) e a Mulher Invisível (Jessica Alba) é coisa de novela. A maquiagem nada convincente só piora as coisas em um filme que ainda consegue subutilizar dois grandes vilões da Marvel: Doutor Destino e Galactus, que está na continuação junto com o Surfista Prateado.

Temos que reconhecer que esses dois filmes possuem seus fãs, mas, sendo bem honestos, nós preferimos rever o longa de 1994 a ter que ver um terceiro dirigido por Tim Story com o mesmo elenco. Felizmente, a Fox já desistiu da ideia e está preparando um reboot. Nossa torcida fica para que os elementos de humor e ficção-científica da HQ sejam finalmente preservados na próxima aventura.

Mulher-Gato (por Heitor Valadão)

Depois de Batman & Robin, a Warner Bros. ficou sem opções para um novo filme do Homem-Morcego que não recontasse completamente a história do herói. Afinal, ninguém queria ver uma continuação para o que é considerado um dos piores filmes de super-heróis de todos os tempos. Então, como manter o personagem nos holofotes antes mesmo de ter a capacidade de construir uma nova franquia? Muito simples: spin-offs. "Vamos usar um coadjuvante famoso do Batman", devem ter pensado os produtores. E não há outro mais famoso do que a ladra (em todos os sentidos) do segundo filme, a Mulher-Gato.

Michelle Pfeiffer deu charme e apelo à ladra de jóias mais sexy de Gotham City. Na pressa de conseguir uma substituta à altura, o estúdio erroneamente apostou na ganhadora do Oscar Halle Berry. Afinal, ela já tinha sido até mesmo uma Bond Girl. Na direção, o francês Pitof, que tinha um único trabalho como diretor: o suspense Vidocq. Uma fórmula arriscada, mas o que poderia ser pior do que Batman & Robin?

A resposta é óbvia. Mulher-Gato custou cerca de US$ 100 milhões e não chegou a essa cifra nem considerando as bilheterias de todo o mundo, além de ter se tornado um marco das más decisões de estúdio. Por sorte, na época do lançamento, Christopher Nolan já dava sinais de que seu Batman Begins, que seria lançado no ano seguinte, salvaria os filmes do Homem Morcego.

Quer incluir mais algum filme de super-herói que você gostaria de esquecer em nosso clube? Deixe seu comentário e participe da discussão!
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