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Será Que Ele É?

★★★☆☆3/5 estrelas
12 min

Dirigido por Frank Oz. Com: Kevin Kline, Joan Cusack, Tom Selleck, Debbie Reynolds, Matt Dilon, Wilford Brimley, Bob Newhart, Gregory Jbara.

Quando recebeu seu Oscar por Filadélfia, uma das pessoas a quem Tom Hanks agradeceu foi um antigo professor - que era gay. Naquele caso, o tal professor era assumidamente homossexual e havia permitido que Hanks citasse seu nome no discurso, portanto a declaração do ator não causou mal a ninguém. Mas isso serviu de base para o roteirista Paul Rudnick (A Família Adams 2) criar a trama de Será Que Ele É?.

Aqui, um ator interpretado por Matt Dillon, ao receber seu Oscar, agradece a Howard Brackett (Kline), um antigo professor que - revela - é gay. O problema é que, neste caso em particular, ninguém da cidadezinha onde o pacato professor mora sabe disso - na verdade, nem o próprio. Para piorar ainda mais a situação, Brackett está prestes a se casar com Emily (Cusack), depois de um longo noivado. A vida do pobre homem vira de ponta-cabeça quando a imprensa invade a cidade a fim de entrevistá-lo. Entre as dezenas de repórteres, está Peter Malloy (Selleck), um jornalista decadente que, coincidência ou não, é gay.

O roteiro de Rudnick é leve, divertido, e brinca com as várias possibilidades que uma situação dessas geraria. Brackett não sabe que é gay, não quer ser gay, mas - para seu próprio espanto - tem uma grande tendência a ser. Assim, os melhores momentos do filme são aqueles em que ele tenta se comportar como um `homem`, mas, para sua frustração, não consegue. As piadinhas sobre `Barbra Streisand` são engraçadas, mas - de tanto serem repetidas - acabam cansando.

O papel de Brackett era destinado, a princípio, a Steve Martin, um colaborador constante do diretor Frank Oz (juntos fizeram Como Agarrar um Marido, A Pequena Loja dos Horrores, Os Safados). Aliás, certas cenas foram obviamente escritas para aproveitarem o potencial e - principalmente - os trejeitos de Martin. A cena em que Brackett tenta evitar que seu corpo se mexa enquanto uma música toca é um claro exemplo.

Mas Kline não faz feio. As sutilezas de seu personagem são perfeitamente transmitidas em gestos quase imperceptíveis. Além disso, nas cenas que exigem maior empenho físico (as que `foram feitas` para Martin) ele dá conta perfeitamente do recado. Mas a grande atração do filme é mesmo Joan Cusack. Esta talentosa comediante rouba a cena toda a vez em que aparece. E como, à medida em que o filme se desenrola, sua personagem passa a ter um destaque cada vez maior, pode-se dizer que Cusack domina Será Que Ele É?. A cena em que ela, desesperada, tenta arranjar um `heterossexual` é, sem dúvida, a melhor seqüência do filme.

Tom Selleck (sem seus famosos bigodes) também tem uma forte presença no filme. E a famosa cena do beijo entre ele e Kevin Kline já tem presença obrigatória em qualquer antologia que se faça sobre comédias de costumes.

O final do filme é um pouco `manjado` demais, mas o que se há de fazer? A pequena `lição-de-moral` poderia ter sido transmitida de uma forma melhor, mas acaba funcionando satisfatoriamente do modo como foi feita. Afinal, Será Que Ele É? é uma comédia, e não um drama sobre o preconceito com relação ao homossexualismo. Não é um filme excepcional, mas consegue fazer rir. E é isso que importa.
``

9 de Fevereiro de 1998

Pablo Villaça
Avaliação do CríticoPablo Villaça
3.0
★★★☆☆

Professor noivo precisa comprovar que é heterossexual antes do dia do seu casamento, já que um aluno seu fez uma declaração inusitada ao receber um prêmio.

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